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Prontas há seis anos Residências do Minha Casa Minha Vida são tomadas pelo mato em Linhares

Os imóveis vão se degradando enquanto a burocracia e a falta de planejamento impedem que os moradores tenham acesso às suas residências

Futuros moradores do programa Minha Casa Minha Vida de dois conjuntos habitacionais que ficam em Linhares, no Norte do Estado, esperam, há cerca de seis anos, para poder entrar em suas casas. Praticamente prontas, as casas da chamada faixa 1 do programa, para famílias com baixa renda, que ganham até R$ 1,8 mil por mês, vão se degradando enquanto a burocracia e a falta de planejamento impedem que os moradores mudem para suas residências.

É o caso da manicure Keila Nunes Arruda, mãe de cinco filhos, que na ocasião do início das obras do conjunto Rio Doce estava grávida de gêmeas, hoje com sete anos. “A minha expectativa era que minhas filhas iam começar a andar dentro da minha casa”, lamentou.

Segundo o programa Fantástico, da TV Globo, a construção das 600 casas ficou pronta em 2012. Faltavam água encanada e rede de esgoto. Uma obra de R$ 24 milhões que um ano depois foi atingida pela cheia do Rio Doce. O que o Ministério Público quer saber é porque foi liberada uma obra tão perto do rio. “Imaginemos se as pessoas estivessem vivendo lá, falamos em talvez, cinco, seis mil pessoas, o que elas não sofreriam com aquela enchente”, afirmou o procurador da República em Linhares, Paulo Henrique Trazzi.

O alagamento também atingiu outro empreendimento do Minha Casa Minha Vida, em Linhares, o residencial Mata do Cacau. São 917 casas invadidas pelo mato em um investimento que custou de R$ 40 milhões.

Para impedir novas enchentes foi preciso construir um dique, que só ficou pronto quatro anos depois. Agora faltam a instalação das bombas e o acesso ao empreendimento. Para ficar tudo pronto, Keila e os filhos terão que esperar mais 90 dias, segundo a Caixa Econômica e o Governo Federal, para ter acesso ao conjunto Rio Doce.

A situação é mais complicada no Residencial Mata do Cacau. Ainda faltam concluir 15% das obras, com previsão de entrega no ano que vem, quase 10 anos depois do início.

O OUTRO LADO

O Ministério das Cidades, responsável pelo programa, informou que trabalha para concluir os empreendimentos. “Estamos com as medidas necessárias para a retomada, ou seja, substituição de construtoras, verificação de documentação e eventuais pendências juntos a órgãos de controle e meio ambiente para que isso seja solucionado e as unidades sejam entregues o mais rápido possível para o beneficiário final do programa”, informou o secretário executivo do Ministério das Cidades, Silvani Alves Pereira.

 

 

 

 

 

Fonte gazetaonline

 

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